1 Português Interpretação de Textos – Significação Contextual de Palavras e Expressões. Sinônimos e Antônimos.

Ano: 2019 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Bombinhas – SC Prova: FEPESE – 2019 – Prefeitura de Bombinhas – SC – Treinador Desportivo

 

Texto associado

O caminho ambiental possível entre alarmistas e céticos

Trecho de entrevista de Cláudio Motta com o professor José Eli da Veiga, autor do livro A desgovernança mundial da sustentabilidade, publicado em 2013.

Como enfrentar as mudanças climáticas?

O livro é mais ponderado do que a opinião de muita gente. Tento explicar as principais questões do clima, que é o principal problema, com certeza, mas também abordo aspectos da biodiversidade e do excesso de nitrogênio nos oceanos.

O senhor é otimista?
O otimista normalmente é o pessimista mal-informado. O problema é o grau de ceticismo. No fundo, há três posições que vemos na literatura. O otimista acredita que as pessoas bem-informadas vão começar a cuidar do planeta porque teriam mais consciência ecológica. No extremo oposto, tem gente que diz que ocorrerão desastres e não dará tempo de reverter esse quadro porque, infelizmente, a Humanidade não tem propensão ao desenvolvimento sustentável. E, no meio termo, há gente que diz que, pelo andar da carruagem, vai ser complicado. Provavelmente, só depois de uma crise séria as pessoas vão acordar.

O que deverá acontecer com o clima?
Sobre isso ninguém pode ter certeza, nem para um lado, nem para outro. A ciência não permite que se afirme que estamos no caminho do precipício nem que, com certeza, vai surgir uma inovação tecnológica capaz de resolver os nossos problemas.

Como lidar com o aquecimento global?
Não é fácil. Muito em parte porque a ciência, em geral, não manda para os decisores políticos a mensagem que normalmente as pessoas precisam receber: se não fizer tal coisa, acontecerá isto. Os relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), que revisa periodicamente os estudos científicos, dizem que, se o CO2 chegar a determinado nível, medido em partes por milhão, haverá uma probabilidade entre 30% e 50% de que aconteça algo com a temperatura. Hoje, existe um consenso de que não seria bom que o aquecimento ultrapassasse os dois graus, na média. Mas, e se passar, quais serão as consequências? Aí é muito mais difícil dizer o que pode acontecer. Assim, os decisores políticos não têm como tomar as medidas necessárias.

Por outro lado, no caso do buraco na camada de ozônio, houve uma decisão global para enfrentar o problema. Como isto foi possível no passado?
A questão colocada era muito bem resolvida: se não houvesse uma mudança, todos os seus filhos teriam câncer de pele. As populações, principalmente do Hemisfério Norte, ficaram apavoradas com esta possibilidade. Isso é bem diferente de dizer que o mar vai subir alguns centímetros neste século, caso a temperatura fique dois graus mais elevada. A percepção da opinião pública passa a ser outra. Consequentemente, a maneira como os políticos são pressionados pela população, também.

Disponível em: https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/revista-amanha/o-caminho-ambiental-possivel-entre-alarmistas-ceticos-8651393. Acesso em 14/ago/2019. Adaptado.

Analise as frases abaixo:
O livro é mais ponderado do que a opinião de muita gente. (1ª resposta) O problema é o grau de ceticismo. (2ªa resposta) […] a Humanidade não tem propensão ao desenvolvimento sustentável. (2ª resposta) Hoje, existe um consenso de que não seria bom que o aquecimento ultrapassasse os dois graus, na média. (4ª resposta) Assinale a alternativa que apresenta a sequência que substitui, na mesma ordem e sem prejuízo de significado, as palavras sublinhadas.

A) moderado • descrença • inclinação • uma anuência
B) equilibrado • dúvida • índole • um dissenso
C) sereno • certeza • vocação • uma desaprovação
D) sensato • crença • pendor • uma tolerância
E) plausível • incredulidade • tendência • uma discordância

 

GABARITO: LETRA A

→ Queremos os sinônimos das palavras em destaque (significado semelhante):

◾ O livro é mais ponderado do que a opinião de muita gente. (1ª resposta) → O adjetivo em destaque se refere àquilo que é “moderado”, “equilibrado”, “razoável”.

◾ O problema é o grau de ceticismo. (2ª resposta) → “ceticismo” é a falta de crença, descrença, incredulidade.

◾ […] a Humanidade não tem propensão ao desenvolvimento sustentável. (2ª resposta) → o substantivo em destaque se refere à capacidade inata de algo, inclinação, vocação.

◾ Hoje, existe um consenso de que não seria bom que o aquecimento ultrapassasse os dois graus, na média. (4ª resposta) → o substantivo em destaque se refere a um acordo, a um pacto que foi firmado entre ambas as partes.

 

2 De acordo com o texto, infere-se, da entrevista, que o entrevistado:

 

A) antevê um cenário no qual a vida como conhecemos hoje caminha para a extinção.
B) contesta a ideia de aquecimento global associado a emissões de dióxido de carbono.
C) escamoteia seu posicionamento acerca do aquecimento global, dando respostas que se desviam das perguntas.
D) contesta que as medidas políticas para evitar o aquecimento global devam se basear nos relatórios do IPCC.
E) coloca-se em uma posição intermediária entre os alarmistas e os céticos acerca das mudanças climáticas.

 

GABARITO: LETRA E

→ Sobre isso ninguém pode ter certeza, nem para um lado, nem para outro. A ciência não permite que se afirme que estamos no caminho do precipício nem que, com certeza, vai surgir uma inovação tecnológica capaz de resolver os nossos problemas.

→ Através desse trecho do texto, podemos chegar à conclusão que o autor está em uma posição intermediária em relação às mudanças climáticas.

 

3 – Assinale a alternativa correta, de acordo com o texto.

A) De acordo com o grau de ceticismo sobre as mudanças climáticas, há numa extremidade os otimistas, que acreditam que pessoas bem-intencionadas salvarão o planeta, e na outra extremidade os pessimistas, que creem que o quadro só será revertido depois de uma catástrofe.
B) Na opinião do entrevistado, se os estudos científicos pudessem emitir com certeza mensagens objetivas sobre certas atitudes e suas consequências, a população e os políticos poderiam ter outra percepção da realidade e outro posicionamento.
C) No livro A desgovernança mundial da sustentabilidade, José Eli da Veiga aborda principalmente a questão da biodiversidade e da fixação excessiva de nitrogênio nos oceanos, considerada o maior problema da humanidade
D) As respostas do entrevistado apresentam-se em linguagem conotativa, pois são subjetivas e caracterizadas por estilo literário.
E) Em “E, no meio termo, há gente que diz que, pelo andar da carruagem, vai ser complicado. (2ª resposta), a expressão sublinhada é um vício de linguagem e vai de encontro às normas gramaticais.

 

GABARITO: LETRA B

→ Conforme o texto: A questão colocada era muito bem resolvida: se não houvesse uma mudança, todos os seus filhos teriam câncer de pele. As populações, principalmente do Hemisfério Norte, ficaram apavoradas com esta possibilidade. Isso é bem diferente de dizer que o mar vai subir alguns centímetros neste século, caso a temperatura fique dois graus mais elevada. A percepção da opinião pública passa a ser outra.

→ Ou seja, as notícias têm que ser objetivas e ir direto ao ponto, fazendo, dessa forma, que os políticos e a população tenham outra visão acerca do real problema e das consequências catastróficas.

 

4 – Português, Interpretação de Textos, Coesão e coerência, Sintaxe 

Ano: 2019 Banca: FEPESE Órgão: SJC-SC Prova: FEPESE – 2019 – SJC-SC – Agente Penitenciário

 

Texto associado

Texto 2

Projeto leva leitura a presos em Santa Catarina

Santa Catarina tem 5,5 mil presos participando do Projeto Despertar Pela Leitura desenvolvido no sistema prisional do Estado. Viabilizado por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa (SAP) e a Secretaria da Educação (SED), o programa estimula a reinserção social do interno por meio da literatura, podendo resultar em quatro dias de remição de pena por livro lido.

Para integrar o projeto e obter o benefício, não basta apenas ler o livro. Depois de participar de uma prova de nivelamento, os internos selecionados recebem as orientações e um livro, que deverá ser lido na cela em até 30 dias. Passado o período, retornam à sala de aula para escrever uma resenha. O texto é avaliado pela comissão de ensino da unidade prisional e lhe é atribuída uma nota, sendo que a média de aprovação é 6,0 (seis). Se o reeducando for aprovado, o documento é encaminhado para o juiz da Vara de Execuções Penais, que concede ou não a remição de quatro dias de pena. Se não conseguir alcançar a média, tem mais uma chance para escrever nova resenha. Caso ainda não obtenha a pontuação mínima, o detento precisa começar a leitura de um novo livro. Cada interno pode ler até 12 livros por ano o que garante remição de 48 dias de pena.

Os livros que fazem parte do projeto são selecionados e devem seguir critérios como contribuir para a formação intelectual do interno e não estimular a violência. De acordo com a professora que atua no projeto, os textos produzidos pelos detentos revelam uma reflexão acerca dos atos que cometeram e que os levaram a estar atrás das grades. Além promover a autoanálise, o projeto tem se mostrado bastante eficiente na melhoria da produção textual, tanto que 160 internos estão cursando o ensino superior.

A Gerente de Desenvolvimento Educacional do Departamento de Administração Prisional (Deap) assinala que, no início, o objetivo do interno é apenas a remição da pena. “Mas a partir do momento em que ele começa a ter contato com a literatura, em muitos casos, é possível notar uma mudança no seu comportamento para melhor”, comenta. Segundo ela, “nosso objetivo, enquanto estado, é devolver essa pessoa privada de liberdade para a sociedade, para sua família, para sua comunidade, com uma perspectiva de vida melhor do que quando entrou no sistema”.

Para o titular da SAP, a educação constitui-se também em uma estratégia de segurança prisional. “Na medida em que podemos oferecer trabalho e ensino para o interno, ele começa a ter uma nova perspectiva de vida, se aproxima dos familiares e tem a possibilidade de recuperar os laços sociais.”

IENSEN, Jacqueline. Disponível em: http://www.sed.sc.gov.br/secretaria/imprensa/ noticias/30389-projeto-leva-leitura-a-5-5-mil-presos-em-santa-catarina Acesso em: 18 out 2019. [Adaptado]

 

Texto 2

Investir em educação ‘fecha’ prisões

Entrevista da BBC News Brasil com Clara Grisot.

Clara Grisot, formada em ciências políticas e sociologia, é cofundadora da associação francesa Prison Insider, que coleta informações sobre as condições das prisões no mundo.

BBC News Brasil – Pesquisas no Brasil indicam que a maioria concorda com a afirmação de que “bandido bom é bandido morto”. Qual seria a reação em outros países desenvolvidos?

Grisot – Esse tipo de discurso não é algo específico do Brasil. É uma visão comum no mundo. Vemos que a sociedade tem uma real falta de empatia em relação [……] pessoas encarceradas. O tratamento dado aos presidiários não interessa [……] quase ninguém, mas constatamos que isso é ainda mais forte nos países com grandes desigualdades sociais.

BBC News Brasil – De que forma a violência no Brasil, que afeta a população diariamente, influencia o olhar dos brasileiros sobre a situação nos presídios?

Grisot – O que acontece dentro das prisões em países com muita violência é a exacerbação do que acontece nas ruas. Isso explica [……] violência que surge regularmente no sistema carcerário brasileiro e, certamente, o olhar dos brasileiros sobre a situação do sistema prisional do país. Já é tão violento fora (nas ruas) que o que acontece dentro das prisões é praticamente algo que não lhes diz respeito.

BBC News Brasil – No Brasil e em outros países, prevalece a visão de que penas mais severas reduziriam os riscos da pessoa cometer um crime. Você concorda com isso?

Grisot – Com base nas informações que pudemos obter em todos os países do mundo, percebemos que a prisão não funciona. Quanto mais as penas forem longas e os prisioneiros forem tratados como um nada, menos preparamos seu retorno [……] sociedade. A prisão destrói. Estudos mostram que quanto menos a pessoa ficar presa, menos ela ficará dessocializada e menores serão as chances de reincidência. Se ela não voltar [……] praticar um delito, não haverá novas vítimas. Todo esse discurso de repressão produz efeitos contrários ao desejado. É paradoxal. Se as pessoas realmente estivessem ao lado das vítimas, elas seriam favoráveis a penas alternativas.

BBC News Brasil – Muitos no Brasil acham que um país sem recursos suficientes para a educação não deveria investir em presídios. Qual é a sua avaliação?

Grisot – A corrida para o aprisionamento e a construção de prisões têm um custo extremamente alto tanto economicamente quanto socialmente. O Brasil dá continuidade a uma política repressiva que fracassou, sobretudo nos Estados Unidos, onde certos Estados gastam mais com prisões do que com universidades. Isso tem efeitos devastadores, com consequências sobre comunidades e gerações inteiras. Alguns têm recuado em razão dos estragos constatados. A educação é uma das primeiras muralhas contra a pobreza. São os pobres que são presos em massa e isso em todos os lugares. Construir presídios em detrimento da educação é uma escolha infeliz porque apostar na educação significa fechar prisões.

BBC News Brasil – No Brasil, difundiu-se a ideia de que os direitos humanos são os “direitos dos manos”, dos bandidos. O que explica isso?

Grisot – Isso faz parte de uma retórica clássica que chamamos de populismo penal que quer dividir os direitos humanos. Nós dizemos que os direitos humanos são indivisíveis e não podem ser negociados. Todos devem ser tratados com dignidade. Seria um grande retrocesso pensar o contrário.

FERNANDES, Daniela. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-48445684 Acesso em 18 out.2019. [Adaptado]

 

Considere os trechos retirados dos textos 2 e 3.

1. Se as pessoas realmente estivessem ao lado das vítimas, elas seriam favoráveis a penas alternativas. (texto 2)

2. Viabilizado por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa (SAP) e a Secretaria da Educação (SED), o programa estimula a reinserção social do interno por meio da literatura […]. (texto 3)

3. Além de promover a autoanálise, o projeto tem se mostrado bastante eficiente na melhoria da produção textual. (texto 3)

Assinale a alternativa correta.

A) Em 1, o pronome pessoal “elas” faz referência a “vítimas”.
B) Em 1, as formas verbais podem ser substituídas, respectivamente, por “estiverem” e “serão”, mantendo-se a correlação modo-temporal.
C) Em 2, o termo sublinhado indica que a oração está na voz passiva.
D) Em 3, a sequência sublinhada pode ser substituída por “mostrou-se”, sem prejuízo do significado temporal.
E) Em 3, se “projeto” estivesse no plural, a construção, de acordo com a norma culta da língua escrita, seria: “os projetos tem se mostrado bastantes eficientes na melhoria das produções textuais”.

 

GABARITO: LETRA B

 

a) Em 1, o pronome pessoal “elas” faz referência a “vítimas”.

Se as pessoas realmente estivessem ao lado das vítimas, elas seriam favoráveis a penas alternativas. (texto 2)

*Faz referência a pessoas.

b) Em 1, as formas verbais podem ser substituídas, respectivamente, por “estiverem” e “serão”, mantendo-se a correlação modo-temporal.

Se as pessoas realmente estivessem ao lado das vítimas, elas seriam favoráveis a penas alternativas. (texto 2)

*Se as pessoas realmente estiverem ao lado das vítimas, elas serão favoráveis a penas alternativas.

C) Em 2, o termo sublinhado indica que a oração está na voz passiva.

Viabilizado por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa (SAP) e a Secretaria da Educação (SED), o programa estimula a reinserção social do interno por meio da literatura […]. (texto 3)

*Voz ativa

d) Em 3, a sequência sublinhada pode ser substituída por “mostrou-se”, sem prejuízo do significado temporal.

Além de promover a autoanálise, o projeto tem se mostrado bastante eficiente na melhoria da produção textual. (texto 3)

*Se substituir por mostrou-se a frase mudaria o sentido, como se fosse um projeto que começou e acabou, já em tem se mostrado o projeto continua em andamento.

e) Em 3, se “projeto” estivesse no plural, a construção, de acordo com a norma culta da língua escrita, seria: “os projetos tem se mostrado bastantes eficientes na melhoria das produções textuais”.

Bastante, na frase, está funcionando como advérbio de intensidade, então ele não flexiona, tem que continuar como bastante, sem o s.

 

5 – Assinale a alternativa correta, com base no texto 3.

 

A) Cabe ao juiz da Vara de Execuções Penais avaliar, selecionar e aprovar as obras literárias, bem como supervisionar a atuação dos professores no projeto.
B) O uso de aspas (4º e 5º parágrafos) serve para destacar a voz da autora do texto, revelando sua perspectiva pessoal sobre o tema.
C) O projeto é fruto da iniciativa de organizações não governamentais em parceria com a iniciativa privada.
D) O texto relata os benefícios do Projeto Despertar Pela Leitura e aborda critérios de seleção das obras e de concessão de remição de pena.
E) O texto apresenta dados estatísticos que correlacionam a leitura de textos, o ingresso em ensino superior e a entrada dos ex-detentos que participam do projeto no mercado de trabalho.

 

GABARITO: LETRA D

 

a) O texto é avaliado pela comissão de ensino da unidade prisional e lhe é atribuída uma nota, sendo que a média de aprovação é 6,0 (seis). Se o reeducando for aprovado, o documento é encaminhado para o juiz da Vara de Execuções Penais, que concede ou não a remição de quatro dias de pena.

Ao juiz cabe a remição da pena.

b) 4 parágrafo: A Gerente de Desenvolvimento Educacional do Departamento de Administração Prisional (Deap) assinala que, no início, o objetivo do interno é apenas a remição da pena. Mas a partir do momento em que ele começa a ter contato com a literatura, em muitos casos, é possível notar uma mudança no seu comportamento para melhor”, comenta. Segundo ela, “nosso objetivo, enquanto estado, é devolver essa pessoa privada de liberdade para a sociedade, para sua família, para sua comunidade, com uma perspectiva de vida melhor do que quando entrou no sistema”.

A Gerente de Desenvolvimento Educacional do Departamento e não a Jaqueline Iesen, autora do texto.

c) Viabilizado por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Prisional e Socioeducativa (SAP) e a Secretaria da Educação (SED).

Iniciativa do Estado

e) não menciona o mercado de trabalho.

 

6 – Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), de acordo com os textos 2 e 3.

 

( ) O texto 3 mostra um exemplo de reinserção social promovida pelo tratamento conferido aos detentos, diferentemente do texto 2, que não apresenta um projeto pedagógico para os presos.

( ) Ambos os textos ilustram com argumentos a importância da educação, seja para a diminuição de prisões (texto 2), seja para a mudança de comportamento dos presos (texto 3).

( ) As universidades públicas pouco podem contribuir com a formação dos presos, uma vez que elas se destinam a uma parcela privilegiada do país.

( ) Ambos os textos reforçam a importância de projetos educacionais e culturais na prisão, a exemplo da leitura de textos e da produção de artefatos manuais.

( ) Ambos os textos defendem a importância de penas alternativas em detrimento do modelo prisional atual.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

A) V • V • F • F • F
B) V • F • V • F •V
C) V • F • F• V • V
D) F • V • V • V •F
E) F • F • V• V • F

 

GABARITO: LETRA A

 

(V) O texto 3 mostra um exemplo de reinserção social promovida pelo tratamento conferido aos detentos, diferentemente do texto 2, que não apresenta um projeto pedagógico para os presos → correto, o texto 3 mostra um projeto voltado ao incentivo na leitura, no texto 2 a autora apenas expõe seu ponto de vista, não apresenta um projeto pedagógico.

(V) Ambos os textos ilustram com argumentos a importância da educação, seja para a diminuição de prisões (texto 2), seja para a mudança de comportamento dos presos (texto 3) → correto, o texto 2 ilustra que deve ser investido em educação, assim ocorreria o fechamento de prisões e o texto 3 traz mudanças de comportamentos dos presos através do processo de leitura.

(F) As universidades públicas pouco podem contribuir com a formação dos presos, uma vez que elas se destinam a uma parcela privilegiada do país → incorreto, toda forma de educação é contributiva.

(F) Ambos os textos reforçam a importância de projetos educacionais e culturais na prisão, a exemplo da leitura de textos e da produção de artefatos manuais → incorreto, o texto 2 apresenta apenas a opinião de uma pesquisadora que diz que deve ser investido em educação fora da prisão para que as prisões diminuam.

(F) Ambos os textos defendem a importância de penas alternativas em detrimento do modelo prisional atual → incorreto, o texto 2 defende o investimento em educação e não menciona uma modificação feita no sistema prisional.

 

7 – Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), considerando o seu contexto (texto 2).

 

( ) O texto apresenta orientação dialógica no formato de perguntas e respostas, o que o torna dinâmico e interativo.

( ) Trata-se de um texto prescritivo, que orienta o leitor sobre como agir em situações de violência e desconfiança.

( ) Os argumentos do texto apresentam um olhar comparado com experiências prisionais em outros países, além de revelarem um posicionamento da entrevistada.

( ) O populismo penal é uma retórica que coloca em questão a indivisibilidade dos direitos humanos.

( ) O texto reflete um posicionamento ambivalente da entrevistada, que ora defende investimento público em um modelo prisional repressivo, ora defende investimento em universidades, especialmente em países violentos.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

A) V • V • F • V • F
B) V • F • V • V • F
C) V • F • F • V • V
D) F • V • V • F • V
E) F • V • V • F • F

 

GABARITO: LETRA B

 

8 – Português, Interpretação de Textos, Coesão e coerência, Crase 

Ano: 2019 Banca: FEPESE Órgão: SJC-SC Prova: FEPESE – 2019 – SJC-SC – Agente Penitenciário

 

1. Clara Grisot, cofundadora da associação francesa Prison Insider, recebe, na entrevista, o tratamento formal de Vossa Senhoria, o que se infere da formulação “Qual é a sua avaliação?” (4ª pergunta).

2. Quanto ao sinal indicativo de crase, a grafia correta dos cinco vocábulos, na sequência das lacunas [……] nas respostas da entrevista, é: às • à • a • à • à.

3. Em “constatamos que isso é ainda mais forte nos países com grandes desigualdades sociais” (1° resposta), o pronome sublinhado faz referência ao desinteresse pelo tratamento dado aos presidiários.

4. Em “Quanto mais as penas forem longas e os prisioneiros forem tratados como um nada, menos preparamos seu retorno [……] sociedade” (3ª resposta), as formas verbais sublinhadas estão, respectivamente, na voz passiva e ativa.

5. Em “não haverá novas vítimas” (3ª resposta), o verbo haver é impessoal e pode ser substituído por “existirá”, sem prejuízo de significado e sem desvio da norma culta da língua escrita.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

A) São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
B) São corretas apenas as afirmativas 3 e 4.
C) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
D) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 5.
E) São corretas apenas as afirmativas 2, 4 e 5.

 

GABARITO: LETRA B

 

→ 1. Clara Grisot, cofundadora da associação francesa Prison Insider, recebe, na entrevista, o tratamento formal de Vossa Senhoria, o que se infere da formulação “Qual é a sua avaliação?” → incorreto, na terceira pergunta observamos o uso do pronome “você”, ou seja, foi feito um tratamento mais informalizado (=No Brasil e em outros países, prevalece a visão de que penas mais severas reduziriam os riscos da pessoa cometer um crime. Você concorda com isso?).

→ 2. Quanto ao sinal indicativo de crase, a grafia correta dos cinco vocábulos, na sequência das lacunas [……] nas respostas da entrevista, é: às • à • a • à • à → segunda lacuna “O tratamento dado aos presidiários não interessa [a] quase ninguém → interessa a alguém “preposição a”, mas não temos o artigo definido “a” para que se forme a crase.

→ 3. Correta. Interpretação do texto.

→ 4. Correta.

Voz passiva: Sujeito sofre a ação do verbo

Voz ativa: sujeito prática a ação do verbo

→ 5. Errada!

Haver= Objeto Direto

Existir= sujeito ( terá que concordar.)

O correto seria : não existirão novas vítimas.

 

9 – Português, Pontuação, Uso dos dois-pontos, Interpretação de Textos 

 

Ano: 2019 Banca: FEPESE Órgão: SJC-SC Prova: FEPESE – 2019 – SJC-SC – Agente Penitenciário

 

Texto 1

O mundo: um espaço construído

O mundo, para Hannah Arendt, não é simplesmente o que nos rodeia, mas um espaço construído pelo trabalho e constituído pela ação. Construções e artefatos garantem aos seres humanos um lugar duradouro no meio da vida e da natureza, onde tudo aparece e desaparece, isto é, vida e morte se alternam constantemente. Nesse espaço construído, os seres humanos podem criar formas de convivência e interação que vão além da preocupação com a mera sobrevivência ou continuidade da espécie, embora as necessidades básicas não deixem de existir e precisem ser supridas antes de termos a possibilidade de participar no mundo.

Arendt distingue entre a atividade humana que se preocupa com as necessidades vitais – o labor – e as atividades que dizem respeito ao mundo humano – o trabalho, a ação e o pensamento. O labor corresponde a uma das condições da nossa existência na Terra: a vida. Para cuidar da nossa vida, precisamos satisfazer nossas necessidades, assim como o faz também qualquer outra espécie de seres vivos. Para satisfazer a fome, por exemplo, produzimos alimentos que, em seguida, consumimos. Esse ciclo de produção e consumo, originariamente ligado aos processos biológicos, na modernidade, extrapola cada vez mais a satisfação das necessidades meramente biológicas e se estende a outras. Não consumimos apenas alimentos, mas estilos de vida, produtos “culturais”, emoções, imagens. Contudo, embora o processo de produção e consumo seja cada vez mais exacerbado, a lógica que lhe é inerente continua sendo a mesma: a satisfação das necessidades sejam essas biológicas ou não.

O trabalho, por sua vez, está relacionado à mundanidade do ser humano, isto é, à necessidade de construir um espaço duradouro no meio de uma natureza onde tudo aparece e desaparece constantemente. Assim, o ser humano fabrica artefatos, objetos de uso e espaços que não se destinam ao consumo imediato, mas que lhe possam ser úteis e que lhe garantem uma estabilidade para ter um lar que ele não possui por natureza. A ação é a atividade mais especificamente humana. O que nos impele a agir é a condição da pluralidade dos seres humanos. A ação diz respeito à convivência entre seres humanos, que são singulares, mas não vivem no singular e sim no plural, ou seja, com outros. Essa é a característica fundamental da existência humana.

A pluralidade possibilita aos seres humanos constituírem um âmbito de ação no qual cada um pode se revelar em atos e palavras, o que não faria sentido de modo isolado, mas ganha sua relevância numa esfera que se estabelece entre as pessoas. É com suas ações que as pessoas constantemente criam e recriam o “espaço-entre” e, assim, estabelecem um mundo comum. A comunicação é fundamental para que possamos estabelecer algo compartilhado por todos. É por meio dela que a subjetividade de nossas percepções adquire uma objetividade. Assim, a existência de uma diversidade de pontos de vista é constitutiva para o mundo comum, que partilhamos com nossos contemporâneos, mas também com aqueles que nos anteciparam e com os que darão continuidade à nossa ação depois de nós.

ALMEIDA, Vanessa Sievers de. Educação e liberdade em Hannah Arendt. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 34, n.3, p. 465-479, set./ dez. 2008. [Adaptado]

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), considerando o seu contexto (texto 1).

( ) Em “não é simplesmente o que nos rodeia” (1° parágrafo) e em “espaços que não se destinam” (3° parágrafo), os pronomes oblíquos sublinhados podem ser pospostos às formas verbais “rodeia” e “destinam”, respectivamente, sem desvio da norma culta da língua escrita.

( ) Em “mas um espaço construído” (1° parágrafo) e “mas também com aqueles que nos anteciparam” (5° parágrafo), o vocábulo “mas” pode ser substituído por “e sim”, sem prejuízo de significado e sem desvio da norma culta da língua escrita.

( ) Em “não é simplesmente o que nos rodeia” e “onde tudo aparece e desaparece” (1° parágrafo), os vocábulos sublinhados funcionam como pronome relativo.

( ) Em “que lhe possam ser úteis e que lhe garantem uma estabilidade” (3° parágrafo), o pronome “lhe” funciona como objeto indireto nas duas ocorrências, da mesma maneira que em “a lógica que lhe é inerente” (2° parágrafo).

( ) O sinal de dois-pontos é usado nas duas ocorrências (2° parágrafo) para introduzir um esclarecimento acerca de algo mencionado anteriormente.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

A) V • F • V • V • F
B) V • F • F • F • V
C) F • V • V • V • F
D) F • V • F • V • V
E) F • F • V • F • V

 

GABARITO: LETRA B

 

(F) Em “não é simplesmente o que nos rodeia” (1° parágrafo) e em “espaços que não se destinam” (3° parágrafo), os pronomes oblíquos sublinhados podem ser pospostos às formas verbais “rodeia” e “destinam”, respectivamente, sem desvio da norma culta da língua escrita → incorreto, em ambos os casos temos o pronome relativo “que” atraindo os pronomes oblíquos, única colocação possível é antes do verbo (=próclise).

(F) Em “mas um espaço construído” (1° parágrafo) e “mas também com aqueles que nos anteciparam” (5° parágrafo), o vocábulo “mas” pode ser substituído por “e sim”, sem prejuízo de significado e sem desvio da norma culta da língua escrita → incorreto, o “mas” é uma conjunção coordenativa adversativa, o “e sim” o substitui, porém, não substitui a conjunção coordenativa aditiva “mas também”.

(V) Em “não é simplesmente o que nos rodeia” e “onde tudo aparece e desaparece” (1° parágrafo), os vocábulos sublinhados funcionam como pronome relativo → correto, primeiro temos o pronome demonstrativo “o → aquilo” e o pronome relativo “que” retomando o pronome demonstrativo e logo após o pronome relativo “onde” retomando um lugar (=um lugar duradouro no meio da vida e da natureza, onde tudo aparece e desaparece).

(F) Em “que lhe possam ser úteis e que lhe garantem uma estabilidade” (3° parágrafo), o pronome “lhe” funciona como objeto indireto nas duas ocorrências, da mesma maneira que em “a lógica que lhe é inerente” (2° parágrafo) → incorreto, na primeira é um complemento nominal do adjetivo “úteis” (=úteis a alguém → a ele/lhe, complemento nominal), na segunda é sim um objeto indireto (garantem algo a alguém → lhe).

(V) O sinal de dois-pontos é usado nas duas ocorrências (2° parágrafo) para introduzir um esclarecimento acerca de algo mencionado anteriormente → correto, os dois-pontos anunciam uma explicação em ambos casos (= O labor corresponde a uma das condições da nossa existência na Terra: a vida; Contudo, embora o processo de produção e consumo seja cada vez mais exacerbado, a lógica que lhe é inerente continua sendo a mesma: a satisfação das necessidades sejam essas biológicas ou não).

 

10 – Português, Interpretação de Textos, Coesão e coerência, Sintaxe

 

Ano: 2019 Banca: FEPESE Órgão: SJC-SC Prova: FEPESE – 2019 – SJC-SC – Agente Penitenciário

Assinale a alternativa correta, com base no texto 1.

A) Em “embora as necessidades básicas não deixem de existir” (1° parágrafo) e “embora o processo de produção e consumo seja cada vez mais exacerbado” (2° parágrafo), as formas verbais sublinhas podem ser substituídas, respectivamente, por “deixam” e “é”, sem desvio da norma culta da língua escrita.
B) Em “[…] isto é, à necessidade de construir” e “[…] ou seja, com outros” (3° parágrafo), as expressões sublinhadas não podem ser mutuamente substituídas, pois a primeira ratifica e a segunda retifica uma informação dada anteriormente.
C) Em “Para cuidar da nossa vida, precisamos satisfazer nossas necessidades, assim como o faz também qualquer outra espécie de seres vivos” (2° parágrafo), há ideias de finalidade e de comparação.
D) Em “Esse ciclo de produção e consumo, originariamente ligado aos processos biológicos, na modernidade, extrapola cada vez mais a satisfação das necessidades meramente biológicas e se estende a outras” (2° parágrafo), as formas verbais sublinhadas podem estar no plural, em concordância com termos precedentes, respectivamente, pois se trata de uma regra de concordância verbal facultativa.
E) Os verbos auxiliares nas locuções “podem criar” e “precisem ser supridas” (1° parágrafo) remetem, respectivamente, à ideia de necessidade e de certeza.

A) Em “embora as necessidades básicas não deixem de existir” (1° parágrafo) e “embora o processo de produção e consumo seja cada vez mais exacerbado” (2° parágrafo), as formas verbais sublinhas podem ser substituídas, respectivamente, por “deixam” e “é”, sem desvio da norma culta da língua escrita → incorreto, a proposta de substituição prejudica a ideia concessiva trazida pela conjunção “embora”, ocasiona erro.

B) Em “[…] isto é, à necessidade de construir” e “[…] ou seja, com outros” (3° parágrafo), as expressões sublinhadas não podem ser mutuamente substituídas, pois a primeira ratifica e a segunda retifica uma informação dada anteriormente → incorreto, ambas expressões são usadas para iniciar uma explicação de outra forma, algo explicado mais claramente, podem ser trocadas sem qualquer erro.

C) Em “Para cuidar da nossa vida, precisamos satisfazer nossas necessidades, assim como o faz também qualquer outra espécie de seres vivos” (2° parágrafo), há ideias de finalidade e de comparação → correto, preposição “para” indicando a finalidade, o objetivo, o fim e conjunção subordinativa comprativa “assim como” trazendo a ideia de comparação.

D) Em “Esse ciclo de produção e consumo, originariamente ligado aos processos biológicos, na modernidade, extrapola cada vez mais a satisfação das necessidades meramente biológicas e se estende a outras” (2° parágrafo), as formas verbais sublinhadas podem estar no plural, em concordância com termos precedentes, respectivamente, pois se trata de uma regra de concordância verbal facultativa → incorreto, ambos termos concordando com o substantivo “ciclo”, o núcleo do sujeito, concordância somente no singular.

E) Os verbos auxiliares nas locuções “podem criar” e “precisem ser supridas” (1° parágrafo) remetem, respectivamente, à ideia de necessidade e de certeza → incorreto, respectivamente ideia de hipótese e necessidade.

 

GABARITO: LETRA C

A) Em “embora as necessidades básicas não deixem de existir” (1° parágrafo) e “embora o processo de produção e consumo seja cada vez mais exacerbado” (2° parágrafo), as formas verbais sublinhas podem ser substituídas, respectivamente, por “deixam” e “é”, sem desvio da norma culta da língua escrita → incorreto, a proposta de substituição prejudica a ideia concessiva trazida pela conjunção “embora”, ocasiona erro.

B) Em “[…] isto é, à necessidade de construir” e “[…] ou seja, com outros” (3° parágrafo), as expressões sublinhadas não podem ser mutuamente substituídas, pois a primeira ratifica e a segunda retifica uma informação dada anteriormente → incorreto, ambas expressões são usadas para iniciar uma explicação de outra forma, algo explicado mais claramente, podem ser trocadas sem qualquer erro.

C) Em “Para cuidar da nossa vida, precisamos satisfazer nossas necessidades, assim como o faz também qualquer outra espécie de seres vivos” (2° parágrafo), há ideias de finalidade e de comparação → correto, preposição “para” indicando a finalidade, o objetivo, o fim e conjunção subordinativa comprativa “assim como” trazendo a ideia de comparação.

D) Em “Esse ciclo de produção e consumo, originariamente ligado aos processos biológicos, na modernidade, extrapola cada vez mais a satisfação das necessidades meramente biológicas e se estende a outras” (2° parágrafo), as formas verbais sublinhadas podem estar no plural, em concordância com termos precedentes, respectivamente, pois se trata de uma regra de concordância verbal facultativa → incorreto, ambos termos concordando com o substantivo “ciclo”, o núcleo do sujeito, concordância somente no singular.

E) Os verbos auxiliares nas locuções “podem criar” e “precisem ser supridas” (1° parágrafo) remetem, respectivamente, à ideia de necessidade e de certeza → incorreto, respectivamente ideia de hipótese e necessidade.

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